Dezembro: hora de refletir e planejar

Em 01.12.2016   Arquivado em Reflexões

Dezembro é um dos meses mais especiais do ano na minha opinião. Por mais que ele sempre venha acompanhado de um “nossa, esse ano voou!”, é também nesse mês que meu ano seguinte começa a tomar forma.

Quando o último mês do ano dá as caras por aqui, duas coisas me vem à mente: primeiro, que é chegado o momento de refletir sobre o ano que está no fim, depois, que já é hora de traçar minhas metas pro ano que vai chegar novinho em folha.

Essa reflexão é muito positiva pra mim. É como uma grande revisão de tudo o que aconteceu nos últimos 11 meses e dura o mês inteiro, já que a vida não para pra gente se programar pro próximo passo. É nesse momento que eu admiro tudo o que eu conquistei, entendo onde errei e como não fazer de novo e percebo o quão diferente eu estou comparada a Stephanie de janeiro.

Eu tenho algumas regrinhas pra esse momento: eu não me julgo, não me arrependo, não penso coisas ruins sobre mim e comemoro cada pequena vitória.

Nem sempre é fácil seguir essas regras. Muitas vezes nos esquecemos de comemorar as coisas que deram certo. Somos bichos insatisfeitos, sempre achamos que poderia ter sido melhor ou maior. Mas cada pedacinho de conquista foi importante. Cada um deles me fez ir mais longe, me fez melhor que antes. Mesmo pequeno, um passo é sempre um passo.

Quando as coisas não deram tão certo assim fica ainda mais difícil. É muito comum lembrar com desgosto dos próprios erros e isso pode te deixar bem pra baixo. Mas tudo que aconteceu contribuiu para quem você é agora. Ninguém acerta o tempo todo. Muito menos tem aquela vida perfeita que aparece no Instagram. Todos nós temos dias ruins que queremos esquecer pra sempre. Cabe a cada um entender que dias ruins também terminam e que os erros nos ensinam muito, principalmente a não errar novamente.

Com a reflexão feita, começa o momento mais legal do ano: a hora de fazer as resoluções! Traçar objetivos pro ano que vai chegar, decidir quais hábitos ruins podem ser alterados, definir quem eu quero ser em dezembro que vem e sobre o que eu vou ter que refletir.

Volto aqui depois pra falar mais sobre as minhas resoluções, mas por enquanto fica uma pergunta: o que mudou em você de janeiro até hoje?

Como eu aprendi a ser mais calma

Em 08.11.2016   Arquivado em Reflexões

Eu ainda estou longe de atingir o nível de calma que eu quero pra minha vida. Como a maioria das pessoas normais, tenho meus momentos de impaciência e por vezes acabo entrando em brigas que vão me render algum arrependimento. No passado, esses momentos eram muito mais frequentes e intensos, mas quando eu tomei consciência do prejuízo que eu estava causando a mim mesma, percebi que era minha responsabilidade mudar isso.

A mudança começou quando eu aprendi que a forma como eu me sinto em relação aos estímulos externos depende apenas de mim. A minha reação ao que uma pessoa me faz diz mais sobre mim do que sobre a outra pessoa.

Foi então que eu desenvolvi algumas técnicas pessoais para controlar minhas reações e cuidar melhor de mim. Ser mais calma diminuiu meus níveis de estresse, melhorou minhas relações pessoais e aumentou meu bem-estar geral. Ainda há muito trabalho a ser feito, mas os benefícios aparecem rápido e fazem a jornada valer a pena.

Em três palavras mágicas eu consigo resumir minha estratégia: relevar, paciência e empatia.

Empatia

"Todo mundo que você encontra está lutando uma batalha sobre a qual você não sabe nada. Seja gentil. Sempre."

“Todo mundo que você encontra está lutando uma batalha sobre a qual você não sabe nada. Seja gentil. Sempre.” – Fonte

Eu precisei aprender a me colocar no lugar das pessoas para entender algumas coisas que aconteciam. Eu não sei pelo que as pessoas estão passando ou quais são suas motivações para agir de forma rude, por exemplo, mas entender que pode existir alguma coisa por trás daquilo me tirou do papel de vítima (o famoso “eu não tenho culpa se…”). Passei a reconhecer internamente que eu, de fato, não tenho culpa, mas que também não ajudo em nada externalizando isso. E entender que a pessoa teve seus motivos, sejam eles justos ou não, me fez entender que eu não preciso reagir a altura. Eu passei a entender as pessoas, o que nos leva a próxima palavra…

Relevar

Este talvez seja o melhor conselho que eu possa dar a alguém: aprenda a relevar. Nem tudo o que alguém te faz é por maldade ou de propósito. O “sem querer” existe mesmo, mas a maior questão é que algumas vezes as pessoas não percebem que estão nos causando algum mal. Você com certeza já esteve do outro lado e talvez nem tenha notado o que fez. Relevar nos deixa mais leves e nos liberta de mágoas muitas vezes desnecessárias.

Paciência

Este é o ponto mais difícil, sem dúvidas, porque exige o maior treinamento. Ninguém ganha paciência da noite para o dia, é um exercício constante. Mas foi graças a este exercício que eu aprendi a melhor forma de lidar com discussões: o silêncio. Não existe briga de uma pessoa só, então quando eu percebo um aumento no tom de voz, não me deixo levar e espero o tempo que for até a calma voltar. Aos gritos nada seria resolvido, então esperar as coisas ficarem mais tranquilas é a melhor forma de solucionar conflitos.

Você tem alguma estratégia para trazer mais calma a sua vida? Me conta nos comentários, vamos conversar!

Mude um hábito ainda esse ano

Em 02.11.2016   Arquivado em Organização

Ainda falando sobre todas aquelas resoluções de fim de ano que sempre acumulam para o ano seguinte, já parou pra pensar que boa parte delas refere-se a mudar um hábito? Sempre temos o objetivo de praticar mais exercícios, comer melhor, parar de fumar ou acordar mais cedo.

Foi pensando sobre isso que eu percebi que existe um jeito fácil de alcançar realização pessoal nesse finzinho de ano. A ideia é a seguinte:

Escolha um hábito que você queira mudar

Pode ser tomar 2l de água, acordar mais cedo ou passar fio dental, mas o importante é que seja algo simples pra caber no tempo curto até o final do ano. Nesse momento, menos é mais. A conclusão desse primeiro desafio, por mais simples que seja, vai te dar ânimo para embarcar em mudanças ainda mais significativas para o ano que vem.

Comprometa-se com você

Escolhido o hábito, comprometa-se verdadeiramente. Defina bem seu objetivo com a mudança e liste o que te motiva a fazer isso. Se você tiver razões fortes, o processo se tornará mais fácil.

Aqui cabe uma dica: ajuda muito manter essas informações em um local bem visível, assim você se mantem motivado a continuar e não esquece o caminho pra isso.

Comprometa-se com um amigo

Esse tópico é totalmente opcional, mas comprometer-se com um amigo (ou vários, por que não?) ajuda a se manter na linha. Quando contamos nosso objetivo à outra pessoa, nosso compromisso aumenta porque queremos mostrar que somos capazes. Vale a pena tentar!

Controle seu desempenho

Pode ser um aplicativo, como o 7 Weeks (Android), ou um calendário de parede marcando um “x” nos dias de sucesso. O importante é mapear os dias em que você conseguiu manter o novo hábito e tentar o maior número de dias seguidos.

Mas não se preocupe quando pular um dia. Isso vai acontecer, especialmente no começo, mas não deve te abalar. Comece o dia seguinte como se nada tivesse acontecido e continue tentando!

Reconheça seu novo hábito

Estudiosos indicam que o tempo mínimo para criação de um novo hábito é de 21 dias. Se sua escolha foi pelo caminho simples, no fim do primeiro mês você já deve notar que não há mais tanto esforço envolvido. O hábito terá sido criado e vai precisar apenas de manutenção.

Nesse momento, reconheça todo o trabalho que você precisou ter para atingir seu objetivo. Perceba como você foi capaz de, mesmo diante das dificuldades e de dias ruins, conseguir manter um hábito novo. A sensação de conseguir faz valer a pena todo o caminho.

Com esse sentimento bom em mente, já dá pra começar a planejar o que você quer melhorar no próximo ano. Agora que você já sabe que consegue, qual o próximo passo em direção aos seus sonhos?

Pequeno guia para salvar o ano nos dois últimos meses

Em 31.10.2016   Arquivado em Organização

Estamos às vésperas do último bimestre de 2016 e começa a bater aquela sensação de que o ano voou e nenhuma das resoluções de fim de ano foi concluída. Entra ano, sai ano, e a sensação é sempre a mesma, certo?

Muito dessa sensação de o ano ter voado vem da tendência humana de entrar no automático. Nós acabamos engolidos pela rotina, fazendo sempre o mesmo caminho, indo sempre aos mesmos lugares.

Passamos a semana inteira esperando o fim de semana, quando poderemos finalmente nos dedicar aos projetos pessoais e a realizar nossos sonhos. Mas quando ele chega, o cansaço nos faz gastar horas entre Netflix e cama, ou os dois juntos. Logo a temida segunda-feira chega e lá se foi mais um fim de semana…

Mas ainda dá tempo de mudar isso e terminar o ano com a sensação de dever cumprido. Com planejamento e força de vontade, reverter a situação é completamente possível.

E se você leu até aqui é porque está pronto pra começar a agir e salvar seu ano. Separe papel e caneta e vamos lá!

Entenda em que ponto você está

Muitas vezes nós realizamos várias coisas e, na correria do dia-a-dia, não nos damos conta.

A primeira coisa a ser feita é relembrar nossas resoluções de fim de ano. Anote em uma folha tudo aquilo que você se comprometeu a fazer em 2016. Não se importe agora com a ordem ou em separar aquilo que você conseguiu.

Em seguida, classifique cada objetivo em relação a duas coisas: (a) status, que pode ser não iniciado, em andamento ou concluído; e (b) importância, porque talvez algumas coisas não sejam mais relevantes.

Celebre o que foi concluído. Escreva o que você fez para atingir o objetivo e como foi a sensação de ter conseguido. Comemorar vai te colocar no clima de realização e te mostrar que você consegue!

Depois faça o follow-up do que ainda está pendente, iniciado ou não. Essa é a hora de detalhar o objetivo ao máximo. Escreva o que você quer alcançar, os passos que você deve seguir e como você espera ficar quando conseguir.

Com o objetivo detalhado, tente quebrar cada um em pequenas tarefas, no menor tamanho que você conseguir. Desmontar uma grande tarefa em coisas pequenas e de simples execução ajuda muito na motivação.

Peguei um objetivo meu como exemplo:

Objetivo: Aprender outros idiomas
O que eu quero? Aprender o básico de francês e italiano e aperfeiçoar o meu inglês para atingir o nível de conversação com alguma segurança.
Como fazer?
– investir em cursos
– aplicativos para celular
– ler notícias em inglês
– ouvir podcasts e música
– treinar conversação com um amigo
Como eu quero me sentir ao concluir? Espero sentir segurança ao conversar em inglês e saber o básico de francês e italiano para pensar em investir em um aperfeiçoamento de algum desses idiomas.
Tarefas:
– procurar aplicativos
– baixar aplicativos
– baixar podcasts
– falar com amigo sobre meu objetivo
– definir cronograma para estudar pelo aplicativo

Planeje bem os dois últimos meses

Com essas muitas pequenas tarefas nas mãos, use um calendário, agenda Google ou o que você preferir pra seguir para essa etapa. Disponibilizei para download o layout que vou usar para os próximos dois meses.

A ideia aqui é planejar os próximos 61 dias de forma a trabalhar um pouco pelos seus objetivos em todos eles.

O primeiro passo é listar todos os seus compromissos já agendados: trabalho, faculdade, aniversários e outras ocasiões. Assim você consegue ter uma visão global do seu tempo livre.

Aqui cabem duas considerações:
1) Você precisa dormir bem. Cada corpo tem o seu tempo adequado, mas em geral isso vai ficar entre 6 e 8 horas por noite.
2) Não se esqueça que imprevistos acontecem e que há um tempo de deslocamento/transição entre seus compromissos.

Com o seu tempo livre mensurado, dívida aquelas pequenas tarefas entre os dias conforme a disponibilidade. Você não precisa trabalhar em todos os seus projetos todos os dias, mas cuide para equilibrar bem suas prioridades. Seja realista para evitar frustrações!

Ainda que você não consiga completar seus objetivos, no final do ano você estará bem mais perto disso e suas resoluções poderão levar isso em conta. Assim, quem sabe em 2017 você nem precise desse texto, né?

Um passo e já não estamos mais no mesmo lugar

Em 30.05.2016   Arquivado em Pessoais

Estou ensaiando este retorno há algum tempo, mas toda vez que eu estava quase voltando alguma coisa me tirava toda a coragem e me deixava desmotivada.

Repensei muita coisa e finalmente entendi que qualquer passo me levaria para frente. Precisei cair nos clichês sobre o ótimo ser inimigo do bom ou sobre ser melhor fazer alguma coisa pequena a fazer nada para perceber que eu só precisava voltar. Uma ação tão simples, mas que parecia muito mais assustadora.

Pois bem, voltei. E nessa de ficar refletindo sobre o propósito do blog aprendi que ele é feito por mim e para mim. É um meio para descarregar esse monte de pensamentos dentro de mim. É uma forma de me aproximar de pessoas parecidas comigo espalhadas nesse mundão.

E ainda nessa ~vibeStephanie, a Pensadora, me dediquei a definir um foco para o blog. Quero usar este espaço para falar de coisas que me inspiram a ser uma pessoa melhor. Quero falar sobre a felicidade que está nas pequenas (e nas grandes!) coisas e sobre as sutis mudanças de hábitos que tornam a vida mais leve. Sobre ser a mudança que quero ver no mundo.

E se por um lado um blog é feito para ser lido por outras pessoas, este é também um lembrete pra mim: ei, menina, ser feliz só depende de você, e você consegue fazer isso!

Felicidade é uma questão de escolha.

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